Título

  • Indique a um Amigo
    Preencha os campos com o nome e email do seu amigo

http://www.rfontanaconsultoria.com.br/ - Ambiental

  •  

     

      

     _________________________________________

     

     RESUMO DOS TÓPICOS NESTA PÁGINA:  

    • BIOCOMBUSTÍVEIS - BIODIESEL
    • FILTRO OVG - RECUPERAÇÃO, TRATAMENTO E RECICLAGEM DE ÓLEOS E GORDURAS
    • ETRA / SRTRA - SISTEMA DE RECUPERAÇÃO, TRATAMENTO E RECICLAGEM DE ÁGUAS
    • LIXO URBANO - PROJETO INTEGRADO DE VIABILIZAÇÃO DE COLETA E RECICLAGEM.

     

    MEIO AMBIENTE - BIOCOMBUSTÍVEIS. 

    BIODIESEL : IMPLANTAÇÃO INDUSTRIAL DE UMA UNIDADE PRODUTIVA.

    Produção de Biodiesel

    Bancada de Laboratório

    Amostragem de Biodiesel e Derivados

    Bancada de Laboratório

    Planta Industrial de Processamento de Ácidos Graxos e Oleoquímica
     

    Produção de BiodIesel – Capacidade de 15,00 MTD (Toneladas Métricas por Dia)
    Autoria: R&Fontana, Consultoria e Planejamento Industrial Ltda. (AustenBio Tecnologia Industrial).

     
    INTRODUÇÃO:

    Visa o presente descritivo o esclarecimento de como se pode implantar uma unidade processadora de ácidos graxos e com isto conseguir auto suprimento de combustível alternativo (biodiesel) que possa substituir o óleo diesel em motores do Ciclo Diesel.

    A idéia em si não é original, e foi utilizado, embora muito precariamente pelos alemães durante a última guerra mundial, visando o suprimento de combustível para motores de Ciclo Diesel e que moviam suas máquinas de guerra. Uma patente primária e de utilização deste tipo de transformação industrial, data ao ano de 1937 e foi protocolada na Bélgica.

    Apesar do histórico do uso de óleos vegetais, ainda na condição "in natura" em motores de combustão interna e ignição por compressão remontar ao início da operação do próprio motor Diesel, em fins do século XIX, razões de natureza econômica levaram ao completo abandono dos óleos vegetais como combustíveis à época. Os principais fatores foram o maior custo e menor disponibilidade dos óleos vegetais frente ao recém-desenvolvidos derivados de petróleo, os quais permitiram, devido a sua homogeneidade, o desenvolvimento de motores e o ganho de eficiência em até próximo de 35%. Assim sendo, comparativamente o custo de derivados de petróleo possuiam em vantagens os custos de utilização dos óleos vegetais.

    Contudo, a realidade na época atual, onde se disponibilizam motores com regime de operação baseados em alta eficiência e também com bases tecnológicas muito mais aprimoradas do que então os originais e antigos motores de ciclo diesel e que póssuiam injeção direta, há de se direcionar a produção de um combustível alternativo, como é o caso do biodiesel, observando muitos critérios técnicos, a exemplo de ponto de fulgor, índice de cetanos, residual de hidróxido de hidrogênio e sedimentos, viscosidade, pH, contaminação por glicerol e outros, sob risco de comprometer a funcionalidade e durabilidade dos motores modernos e atuais.

    Simples misturas de óleo vegetal com álcool (uma vez que o álcool é solvente por excelência dos ácidos graxos contidos no óleo vegetal), ou mesmo e somente mistura do óleo vegetal com o próprio diesel oriundo do petróleo, julgamos não atender os requisitos e dentro dos critérios técnicos de operacionalidade, durabilidade e rendimento dos motores ciclo diesel atuais.

    A produção de um biodiesel que venha atender estes requisitos, se baseia em processo operacional industrial que envolve conhecimentos profundos na área de oleoquímica, de requisitos de estequiometria, de condições químicas e físicas de operacionalidade que possam envolver catálise de reação, e outros fatores importantes. Não seria assim tarefa para amadores, e sim para pessoas que efetivamente possuam conhecimentos específicos neste setor. Somente por exemplificação, o óleo vegetal bruto de soja possui cerca de três dezenas de ácidos graxos diferenciados, além de fosfatídeos, inositóis, gomas, pigmentos e componentes estranhos ao próprio óleo vegetal e oriundo da composição primária do grão de soja (ácidos graxos, proteínas, enzimas, carbohidratos, sais minerais, etc.) e suas impurezas.

    Nossos conhecimentos sobre o assunto e a melhor forma de produção deste produto, remonta os idos dos anos 80, quando iniciamos e concluímos talvez, o primeiro projeto brasileiro de produção de um éster de ácidos graxos, com finalidade de utilização em queima em motores de explosão interna do Ciclo Diesel. Projetamos o setor industrial para produção contínua, em volume aproximado de 25 t/dia, não somente de éster, porém para todo o segmento da oleoquímica e era assim um projeto direcionado e como uma Usina de Produção e Transformação de Ácidos Graxos, e com possibilidade de obtenção dos respecticvos ésteres, e o projeto em base de inúmeros testes de campo de utilização deste biocombustível através de um pequeno reator provisório. Infelizmente a planta industrial, embora tivesse a sua estrutura metálica concluída, não foi possível inserir nela os equipamentos e reatores, por imposição do governo de exceção que subjugava nosso país naquela ocasião (período político de 1964 até 1988). Fomos proibidos de dar continuidade ao projeto e sua implantação, sob a alegação que feria os interesses da segurança nacional.

    Uma imagem de planta em corte, do que seria a usina biodieselizadora acima mencionada - um prédio metálico de aproximadamente 13 metros de altura e contendo seis andares:

    Usina Biodielizadora de Ácidos Graxos - Cap. 25 MTD.

    A fase inicial e de testes e sob nossa coordenação de projeto, tiveram a participação de muitas pessoas e técnicos. Foi assim um trabalho de integração e parceria. Era a plena crise de abastecimento mundial de petróleo sob o jugo da OPEP, uma associação dos países extratores e exportadores de petróleo, principalmente asiáticos e da região da antiga Mesopotânia, e que praticamente dominava o mercado mundial de petróleo. No início dos anos 80, o barril de petróleo chegou ao limite de US$ 75, e assim sendo todas as instituições públicas e privadas mundiais procuravam sem cessar uma forma de substituir o petróleo. Foi neste período que nasceu também o Proálcool brasileiro, também com objetivo de outra fonte alternativa de combustíveis.

    Recentemente, o preço do petróleo tem apresentado oscilações consideráveis entre cerca de US$ 25 – US$ 30 e em até US$ 50 o barril, em valores altos pagos por este produto, com estimativa de maior alta para os próximos anos, o que viabiliza o uso de fontes alternativas de energia como o biodiesel, muito embora a questão de utilização deste produto não estar única e exclusivamente vinculada a questão econômica, mas também a de continuidade de suprimento e principalmente ambiental.

    Biodiesel: Planilha de Controle de Produção e Custos

    A viabilidade econômica deste empreendimento foi feita em cima do projeto original de uma planta industrial para produção de derivados de oleoquímica, entre eles o Biodiesel (éster de triglicerídeos ou de ácidos graxos), sendo que este produto seria a derivação deste tipo de matéria prima com o álcool etílico industrial, fornecendo assim um éster etílico. Originalmente se utilizou uma Planta Piloto (reator básico) que fornecia cerca de 250 litros por batelada de oito horas, e este produto supriu por cerca de 800 mil quilômetros dois veículos de carga (caminhões Mercedes Benz e Scania Vabis), bem como um trator comum.
     
    Bastou apenas alguns pequenos ajustes de pressão de bomba injetora e este produto substituiu plenamente o óleo diesel e na condição 100%  no funcionamento daqueles veículos, mostrando com o tempo de testes que apresentava uma economia de cerca de 20% no consumo por quilometro rodado, uma expansão muito grande da durabilidade do motor de combustão interna, por ser este produto um lubrificante por excelência, praticamente a não necessidade de substituição do óleo mineral lubrificante no carter dos motores, pois o produto gerado na combustão nada mais é do que gás carbônico e água e sem o residual de partículas e fuligem. No escapamento dos motores ao queimar este produto, sentia-se apenas o cheiro comum de frituras de batatinhas. Desta forma e como comprovado posteriormente por inúmeras instituições e testes, a questão ambiental de queima deste combustível praticamente zerava os parâmetros proibitivos.

    Com atualização de valores para a economia presente, verifica-se que o produto obtido possuí um custo de R$ 1,05 (Um real e cinco centavos) por litro produzido. Comparativamente com o custo de um litro de óleo diesel vendido em postos de combustíveis, na ordem de R$ 1,60 (um real e sessenta centavos), apresenta assim uma economia de R$ 0,55 (cinqüenta e cinco centavos) por litro produzido e consumido.

    Biodiesel: Planilha de Definição de Fluxo Operacional.

    O cenário atual sinaliza que as fontes de energia renováveis devem assumir papel crescente na matriz energética mundial, forçadas pela perspectiva de redução das reservas de combustíveis fósseis e, cada vez mais, por questões ambientais. Entre as inúmeras fontes renováveis de energia, o biodiesel mostra-se como uma alternativa bastante promissora.

    O biodiesel é uma evolução na tentativa de substituição do óleo diesel por biomassa. É obtido através da reação de triglicerideos ou ácidos graxos (óleos vegetais ou gorduras animais) com um intermediário ativo, formado pela reação de um álcool com a presença de um catalisador, processo denominado em oleoquímica como transesterificação ou esterificação na dependência da escolha de catalisadores. Os produtos desta reação química são um éster alcoólico (biodiesel) e glicerol.

    No cenário brasileiro existe uma série de fatores de extrema relevância e que devem ser considerados nas questões expostas anteriormente. O Brasil é bastante rico em oleaginosas, com enorme potencial em relação ao aproveitamento energético de culturas anuais e perenes e resíduos da agroindústria, bem como relativo ao aproveitamento energético do óleo residual proveniente da alimentação. Somam-se a estes fatores todos os aspectos de questões sociais, ambientais e econômicos.

    Do ponto de vista econômico, a viabilidade do uso do biodiesel, tanto puro quanto misturado ao óleo diesel mineral (Bn : B2, B5, ... B15, etc. sendo o índice relacionado ao teor de mistura biodiesel / óleo diesel), está relacionada à substituição das importações e às vantagens ambientais inerentes, como a redução de emissão de materiais particulados e de enxofre principalmente nas grandes cidades, e que evita custos com saúde e de gases responsáveis pelo efeito estufa, podendo gerar ainda recursos internacionais do mercado de carbono (Protocolo de Kyoto / Crédito de Carbono), através de projetos financiados pelo MDL - Mecanismo do Desenvolvimento Limpo.

    Contudo o sistema por nós projetado, substituí se necessário integralmente o óleo diesel como combustível, necessitando apenas ajustes de pressão no sistema de injeção.

    Porém, existem dificuldades neste tipo de processamento, que seria a utilização simultânea de substâncias resultantes e residuais do processo como o glicerol, sabões de sódio ou de potássio, inositois e afins, etc. A disposição final destes subprodutos da reação poderá vir a se tornar um grande problema ambiental, caso não sejam encontradas aplicações para os mesmos. Alternativas industriais para o emprego extensivo de tais matérias primas possuem identificação, mas ainda requerem desenvolvimento e estudos mais profundos, tais como o aviltamento dos preços e manutenção do interesse de mercado dos mesmos.

    Um exemplo seria a aplicação de glicerol na indústria de cosméticos, ou de geração de energia elétrica através de Pilha de Combustível (uma inovação COPPE), e até mesmo a utilização como fluído de perfuração, sendo que neste caso o custo ainda não é competitivo com o modelo em utilização.

    A QUESTÃO DO PETRÓLEO E SUA CONDIÇÃO FINITA.

    Os combustíveis fósseis levam tempo geológico para se formarem, ou seja, milhões de anos, e vive a humanidade o fim de uma era que durou 200 anos de uso extensivo de combustíveis fósseis: carvão mineral, petróleo e demais fósseis, que agora atingem suas reservas nas condições de extinção. Nações hegemônicas situadas em regiões temperadas e frias do planeta, pobres em energias renováveis e limpas, impuseram por motivos econômicos e próprios ao mundo as formas fósseis armazenadas em campos de petróleo: são os supergigantes (duas dezenas), que representam 50% do petróleo descoberto – a maioria situados estas campos de extração na Mesopotânia, região entre os rios Tigre e Eufrates, na Ásia; os gigantes (duas centenas), que representam 25% das reservas; e os restantes 25%, com cerca de 20 mil campos.

    O crescente consumo de petróleo no mundo vem exaurindo as reservas existentes. A situação de países importantes no poder mundial é desesperadora pelas imensas necessidades de combustíveis fósseis para suas economias. Os Estados Unidos, com apenas 6% da população mundial, consome aquele país 25% da energia disponível. Tinham na sua origem cerca de 190 bilhões de barris de petróleo e restam hoje, porém, menos de 20 bilhões o que daria para pouco mais de três anos de consumo.

    O declínio das reservas do Alaska, da Inglaterra e outras acentuam as atuais carências estruturais que têm provocado um acentuado aumento dos preços internacionais do barril de petróleo. Contribuíram para isso problemas crescentes no Iraque, o golpe de Estado na Venezuela e a escalada do terrorismo, com acontecimentos em Madri, Arábia Saudita e outros locais.

    Segundo previsões de especialistas, o preço do barril chegaria em 2006 a US$ 50,00 e a US$ 100,00 até o fim da década. Nos últimos dias de agosto de 2005 o barril passou dos US$ 55,00. Observadores internacionais identificam questões estruturais em vez de conjunturais para esses aumentos.

    Tensões internacionais indicam aumento de conflitos em torno da questão do petróleo, sem mencionar o quesito água, que há por advir futuramente e intensamente muito maior do que a necessidade de energia. Potências nucleares que do petróleo dependem em suas economias irão intensificar o aumento do controle de acesso garantido ao combustível no Oriente Médio e em outras partes. A perspectiva de garantir formas alternativas aos derivados do petróleo – como o etanol e o biodiesel – são alternativas para os grandes consumidores, como o Japão -.

    Apesar do tremendo esforço realizado por países como a Alemanha, que interrompeu seu programa nuclear que já abastecia 30% de sua energia elétrica e tornou-se a principal potência mundial em energia eólica, a questão mundial realmente crítica são os combustíveis líquidos somente equacionados pelas regiões tropicais, a exemplo do que o Brasil hoje se programa, com o Proálcool e o Biodiesel.

    Nessas circunstâncias, a única alternativa mundial são as energias renováveis e limpas. Nesse contexto, o Brasil desponta como grande fornecedor, único dos trópicos com a maior proporção de água doce, essencial na formação dos hidratos de carbono pela fotossíntese das plantas. A medida que o Brasil oferece vantagens comparativas excepcionais na produção desses combustíveis renováveis e limpos, sua economia tem de preparar-se para desempenhar crucial papel no futuro energético do mundo.

    Na atualidade, o Brasil produz álcool etílico, sem qualquer subsídio, pela metade do preço do segundo produtor, os Estados Unidos onde o álcool tem sua origem em produtos de commoties (milho e derivados). Esse país, por isso, impõe um subsídio de 100% sobre o seu álcool obtido a partir do milho, o que desmoraliza qualquer enganosa propaganda de livre-mercado sempre alardeado pelos norte-americanos. Em São Paulo, o etanol vem sendo vendido nas bombas por 40% do preço da gasolina.


    RENOVAÇÃO DE ENERGIA: O QUE É ISTO?

    Muito se fala na crise ecológica que passa o mundo atual e, principalmente, no fim dos recursos naturais de origem fóssil. Neste contexto a produção e utilização de energias renováveis tornaram-se um dos maiores desafios do novo século. Muitas pesquisas são desenvolvidas nesta área, pois já se sabe que os ganhos ambientais, sociais e econômicos provenientes da utilização de recursos renováveis para geração de energia são muito grandes.

    O que se pode definir sobre energias alternativas ou renováveis? Segundo Bauptista Vidal, considerado um precursor das bioenergias e o brasileiro que inventou o Programa Proálcool, as energias que nós chamamos de "alternativas" são na verdade as definitivas. Alternativo é o petróleo, que não é renovável. Energias "definitivas" são as energias renováveis, como a biomassa, vento (energia eólica), sol (energia solar), etc.

    Atualmente se fala muito na utilização do biodiesel como uma opção ecológica de combustíveis, já que incorpora óleos vegetais ao diesel comum e que poderá inclusive ser utilizado na totalidade, sem mistura e desde que seja um produto idôneo.

    O Brasil desenvolveu e domina a tecnologia do álcool combustível. O que impede a expansão da produção desta e de outras energias renováveis? Se pensarmos por este ângulo, o Brasil está muito atrasado, pois ao dar um exemplo com o Proálcool, já poderia há muito tempo ter deslanchado nos outros tipos de energia renováveis. Mas o que aconteceu? Infelizmente a administração pública brasileira não acreditou, não valorizou e agora o mundo todo está procurando adquirir álcool.

    Os outros tipos de energia como a solar e eólica requerem valores relativamente altos para sua implantação.

    Mesmo assim, o Brasil possui possibilidades muito atrativas para quaisquer dessas energias. Não nos falta vento e muito menos, sol. A chamada crise energética que o País passa não deveria existir já que o potencial de biomassa brasileiro (energia obtida a partir de estrume de gado, lixo orgânico, restos agrícolas, aparas de madeira ou óleos vegetais, enre outras fontes) é algumas vezes maior do que as reservas de petróleo da Arábia Saudita.
    Necessita-se mesmo assim, analisar o aspecto macro econômico da questão, e que indicamos (estamos analisando a questão de consumo de cerca de 15 bilhões de litros de óleo diesel/ano no Brasil):

    Muito se fala em transformação do óleo de mamona em biodiesel. Porém perguntamos: quem após possuir o óleo de mamona em mãos e comercializado no mercado atual a cerca de R$ 3,80 o quilograma, irá transformá-lo industrialmente em substituição a um produto que custa no mesmo mercado geral cerca de R$ 1,60 e no caso o óleo diesel? Esta temática talvez sirva para a região árida do nordeste, mas não propriamente para todo o Brasil.
    O Brasil consome uma quantidade considerável de óleo diesel (15 bilhões de litros/ano), pois nosso regime de transporte de cargas baseia-se nos veículos pesados (caminhões), assim como existe uma dinâmica de produção e utilização dos óleos vegetais nos setores de alimentação e outros. Como ficará a disponibilidade e necessidade destes dois produtos, de forma que se possa atender a demanda de ambos? Existe suporte para investimentos nesta magnitude?

    Cada produto possui seu mercado e abrangência específica. O que fazer com o residual de glicerol oriundo da produção maciça de biodíesel, para atendimento as normalizações B2, B5, .... Bn? Ao produzir biodiesel, produz-se também um residual: o glicerol.

    Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). Com complementação da autoria.


    METODOLOGIA ECONÔMICA.

    Utilizamos como exemplo uma planta com processamento alcalino de transesterificação e de capacidade aproximada de 6.650 ton/ano, e teríamos os seguintes parâmetros:

    Tabela 1 – Custos de Produção – Exemplificação
    Uma planta industrial para 6.650 toneladas de biodíesel/ano
    Parâmetros de utilização.

    Parâmetros Valores e Preços - US$ e R$
    Investimento Inicial  (*) US$ 2.780.000,00

    Álcali utilizado - catalisador

    R$ 18.700,00 / t
    Álcool Metílico US$ 175,00/m3
    Óleo de Soja Degomado R$ 1.175,00/t
    Óleo de Babaçú R$ 1.862.50/t
    Óleo de Mamona R$ 2.075,00/t
    Resíduos e Gorduras R$ 400,00/t

     -  6;650 toneladas de éster/ano : (8,4 t/operação) x (3x2 d/m) x (12 m/ano)

    (*) O investimento irá se situar de conformidade com o projeto a ser desenvolvido, incluindo os quesitos de atendimento à legislação ambiental. O Investimento mencionado acima, seria próprio para o lay-out demonstrado na figura a seguir e no topo deste documento.

     Planta Industrial de Processamento de Ácidos Graxos e Oleoquímica
    Produção de Biodíesel – Capacidade de 15,00 MTD
    Autoria: R&Fontana, Consultoria e Planejamento Industrial Ltda.

    O cálculo do custo do combustível produzido pode-se utilizar, por exemplo, da metodologia de Custo Nivelado do Combustível, através do Índice Custo-Benefício (ICB), conforme (IVIG-Coppe/UFRJ):

    onde:
    CI : custo anual do investimento na indústria em $/Litro, dado por:
     


    onde:

    IU: custo total do investimento na indústria, inclusive juros, durante a construção, em $;

    FRU: fator de recuperação do capital para a vida útil econômica da indústria, expresso por:

    onde:

    i: taxa anual de desconto
    v: vida útil em anos.

    N: total de litros produzidos por ano.

    COM: custo anual de operação e manutenção na indústria em $/L, dado por:

    onde:

    OMU: custo anual de operação e manutenção na indústria, em $.

    CC: custo anual de insumos na indústria, em $/L, dado por:

    onde:

    CUT: custo unitário dos insumos, em $/Kg ou $/L.
    QTE: quantidade de cada insumo, em kg ou L.

    Conveniente comparar os possíveis valores obtidos de R$ 1,05/litro com os custos de venda de óleo diesel mineral nas refinarias, os quais se apresenta na faixa de US$ 0,24/litro. Neste caso, somente os insumos residuais conseguem competir com o combustível de origem fóssil. Contudo, deve-se lembrar que o consumidor final não consegue adquirir óleo diesel mineral diretamente das refinarias e pelo preço mencionado, mas sim a preço final de consumidor na ordem de R$ 1,60/litro e através das distribuidoras e postos de combustíveis. 

    OS CRÉDITOS DE CARBONO.

    Como o biodiesel se caracteriza por ser predominantemente renovável, com grande parcela possível de se obter através da biomassa, sua utilização pode contar com outra receita, a dos Créditos de Carbono e pela condição MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que estão relacionados aos acordos internacionais que permitem a comercialização de certificados que comprovem a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE).

    É assim este aspecto uma variável muito importante a comercialização destes créditos de carbono. O uso do biodíisel é uma iniciativa com grande potencial neste sentido, por inibir um dos principais gases do efeito estufa, que seria o dióxido de carbono proveniente da combustão de combustível fóssil e, quando da utilização de insumos residuais, o metano oriundo da decomposição anaeróbica do resíduo em lixões e aterros sanitários.

    Como exemplificação expomos que quando na fabricação do biodiesel o álcool utilizado é o mineral (metanol obtido a partir do gás natural) e não o etanol obtida da cana-de-açúcar, somente o percentual de dióxido de carbono produzido pela combustão do biodiesel referente à queima da matéria graxa é considerado na reabsorvição no crescimento das próximas safras das biomassas das quais se retira o óleo vegetal. Desta forma, caso o biodiesel metílico fosse utilizado puro (B100), o volume de combustível fóssil consumido seria reduzido em 86% (Obs. 03), comparativamente com o diesel mineral. Seria assim equivalente a uma redução de emissões de gases do efeito estufa de cerca de 95%, considerando-se as emissões de gases de efeito estufa relativas ao diesel e ao metanol (Obs. 04). No caso do biodiesel etílico, totalmente oriundo de biomassa de cana de açúcar, esta redução seria ainda maior, aproximadamente de 97%. (Obs. 05).

    Obs. 03: Um (1) litro de diesel equivale, em termos de energia, a 1,11 litro de biodiesel, em cuja produção são consumidos 0,14 litros de metanol, o que equivale a uma redução de 86% em volume de combustível fóssil consumido.

    Obs. 04: emissão de um litro de diesel = 2,698 Kg CO2. : emissão de um litro de metanol = 0,148 kg CO2.

    Obs. 05 : A emissão de CO2 decorrente do consumo de combustível fóssil na preparação das terras, abastecimento das usinas e transporte do etanol deve ser contabilizada. Além disso, na queima do canavial e na disposição final existe a emissão de metano, cujo Potencial de Aquecimento Global é 21 vezes superior ao do CO2.

    No caso de utilização de matéria graxa (principal insumo) de origem residual, a emissão de dióxido de carbono da queima da parcela de biodiesel referente à biomassa é reabsorvida pela nova safra. Entretanto, deve ser contabilizada a emissão evitada de metano (CH4) em aterros sanitários e lixões, já que o insumo residual (o óleo usado ou a escuma de esgoto) normalmente é disposto em aterros sanitários, onde se decompõem em sistema anaeróbico, emitindo desta forma metano, como os demais resíduos. Este gás possui potencial de aquecimento global (BWP), cerca de 21 vezes maior que a do dióxido de carbono, para um período de 100 anos. Contabilizando a emissão de metano proveniente da decomposição anaeróbica do insumo residual, a redução de emissões de GEE do biodisel metílico de insumo residual equivale a 96,6% (Obs. 06).

    Obs. 06: Segundo a metodologia do IPCC, 7,7% (p/p) do óleo residual disposto em aterro se converte em metano. Considerou-se a densidade do óleo residual igual a 0,88 kg/l e o GWP do metano (21). Nestes termos, a emissão equivalente a um litro de óleo usado corresponde a 1423,0 g CO2.

    Para cada uma das opções, deve ser feito um balanço estequiométrico de emissões de gases de efeito estufa gerado no uso final do biocombustível e comparativamente a do combustível de origem fóssil. Da mesma forma, deve-se contemplar as emissões geradas na coleta do óleo usado (quando for este o insumo escolhido) e no consumo de energia elétrica, adquirida da rede, necessária para a reação e a distribuição deste combustível, que será feita com veículos movidos a biodiesel, e as emissões da prospecção do petróleo, sua exploração, seu transporte até as refinarias, o próprio refino e a distribuição, ações intensivas em combustíveis fósseis.

    Não são, contudo dados e parâmetros fáceis de se analisar e aquilatar e apresentando-se assim como um verdadeiro quebra-cabeças, para que se possa credenciar a receber valores monetários pela utilização deste sistema.

    Se levarmos em conta que cada tonelada de dióxido de carbono negociada no mercado internacional esteja variando entre US$ 1,00 e US$ 5,00 (conforme dados BNDES, 1999), pode-se acrescentar uma redução no custo de cada unidade energética gerada, por cada opção de tecnológica utilizada.


    AS QUESTÕES DE LEGISLAÇÃO.

    Observamos uma verdadeira avalanche de normas, decreto, medidas e leis em referência ao assunto biodiesel, desde que o governo federal brasileiro inseriu no contexto nacional o Programa de Produção e Uso do Biodiesel. Salientamos um dos mais recentes: Decreto nº 5.448, de 20 de Maio de 2005, onde define-se a utilização do biodiesel.

    Verifica-se que embora exista atualmente legislação extensa sobre a produção, utilização e comercialização de biodiesel no Brasil, e embalde a intenção governamental de deixar sob o domínio da Petrobrás e ANP - Agência Nacional de Petróleo a normalização de utilização deste produto como combustível, os legisladores acabam por deixar inúmeras "brechas" nas leis e que podem ser utilizadas de forma direcionada por quem possua interesse em produzir e utilizar este combustível.

    Verifica-se que neste Decreto, e bastante recente uma vez que existe legislação sobre o biodiesel desde 1997, O Art. 2º complementa o Art. 1º que delimita em 2% a possível comercialização e utilização do biodiesel como combustível automotivo. Isto a ser cumprido até o ano de 2008, e recentemente alterado pela Presidência da República para 2006, depois do que este percentual já sobe para cerca de 5% em mistura, e assim sucessivamente (existência das siglas B2, B5, B10, etc, e que indicam a quantidade de biodíesel em mistura ao díesel de petróleo).

    Assim, e como não se define percentuais neste Decreto 5.488, pode-se até utilizar 100% deste produto como combustível "em frotas veiculares cativas ou específicas". Ou seja, se existe em sua empresa uma frota de veículos especificamente para transporte de produtos próprios e que os mesmos tenham que ser direcionados fora de seu domínio de área de produção, então se poderá utilizar o biodiesel para este transporte.

    O que a legislação não permite, seria produzir e vender este combustível a não ser por enquanto, no percentual de até 2% sobre o diesel em condições próprias comerciais (produzir e vender). Fácil perceber porque: qualquer desarranjo na cadeia produtiva e comercial dos derivados de petróleo, iria causar um imenso problema econômico ao Brasil e à Petrobrás, pois em um barril de petróleo existem definidos um percentual específico para cada componente: alifáticos, fração leve, solventes, gasolina, díesel, óleo BPF, residuais para composição asfáltica, etc., sendo que alguns componentes não existe mercado total no Brasil e precisam ser comercializados no exterior a preços até mesmo aviltantes. Mesmo porque e ainda, hoje não existe biodíesel em quantidade significativa no Brasil para compor até mesmo este percentual pequeno de 2%. A utilização nesta condição está sendo direcionada aos grandes centros e no transporte coletivo urbano, nas linhas ferroviárias de carga, etc., a exemplo de São Paulo e Curitiba , onde a poluição por emissão de gases de escape de veículos torna o ar atmosférico comprometido (geração de derivados de nitrogênio e enxofre --> chuva ácida, etc.) e a mistura deste produto natural e renovável reduz em algo este comprometimento ambiental.

    Este contexto econômico julgamos ter prazo finito e breve, pois com a escalada de preço do petróleo, já nos valores de cerca de US$ 60 o barril, logo se terá que revisionar este percentual e o próprio prazo de utilização. O petróleo é um produto finito e na medida em que se extinguem as reservas, o pouco que irá sobrar terá que ser direcionado para utilizações nobres a exemplo da petroquímica e derivados para a área de plásticos, e que podem ser reciclados, e não a ser queimado como combustível.

    Verifica-se ainda que, este combustível poderá ser utilizado como matriz energética em setores industriais, a exemplo de produção de energia elétrica e processo industrial específico. Assim sendo, se indústrias hoje utilizam óleo pesado BPF ou diesel para produção de calor (caldeiras, fornos, etc.) os componentes derivados de produtos fósseis (petróleo) poderão ser substituídos pelo biodiesel. Resta assim fazer, em qualquer caso, um estudo econômico-financeiro de utilização entre estes tipos de combustíveis para verificar qual a conveniência, até mesmo de suprimento, pois no caso do biodiesel a produção poderia ser própria e interna, sem considerar ainda o emergente mercado de Crédito de Carbono que poderá muito em breve se transformar em uma verdadeira fonte de divisas.

    Desenho Renderizado em 3d - Usina Biodielizadora Austenbio - Cap. 1,05 MTD/8 horas.

     CONSIDERAÇÕES FINAIS.

    Do ponto de vista econômico, a viabilidade do uso do biodiesel, tanto puro quanto misturado ao óleo diesel mineral, está intimamente relacionada à substituição das importações e às vantagens ambientais inerentes, como a redução de emissão de materiais particulados e do enxofre, que evita custos com saúde pública e de GEE, podendo gerar ainda recursos internacionais do mercado de carbono.

    Dentre as motivações para a implementação de um Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, destacam-se as seguintes, de natureza econômica:

    • O Brasil importou no ano de 2002 cerca de 6,5 bilhões de litros de óleo diesel, e refinou outros 8 bilhões de litros oriundos de petróleo importado, cujos demais derivados foram exportados com preços inferiores aos do mercado internacional, subsidiando o consumo internacional, ou seja, é uma conjuntura de mercado que coloca “a espada de Damocles” em cima da cabeça do mercado petrolífero brasileiro de produção e consumo, pois depende da venda internacional do residual produzido.
    • O Brasil é reconhecido por sua significativa biodiversidade, que se estende sobre as oleaginosas, o que permite contar com vários bens substitutos, evitando grandes oscilações de preço, com potencial de produção capaz de substituir importações e viabilizar exportações;
    • O mercado de comercialização de créditos de carbono está em franca expansão, ainda que o Protocolo de Kyoto dependa da ratificação de mais países, e já existem negócios sendo realizados, o que poderá acarretar recursos adicionais para o programa de Biodiesel;
    • A indústria nacional está capacitada para produzir todos os equipamentos necessários, industriais, agrícolas e químicos, para viabilizar um programa nacional, tanto de expansão agrícola como de processamento do biodiesel. Pessoas de nível técnico detém a tecnologia de projetos e produção em escala deste combustível, a exemplo de nossa empresa.
    • Regionalmente pode-se definir matérias primas (óleos vegetais) diferenciados para a utilização de transformações destes produtos em biodiesel: mamona no Nordeste, óleo de dendê na região Norte, óleo de soja, girassol, colza ou nabo forrageiro no Centro-Sul, Sudeste e Sul.  

    Pode-se contar, em curto prazo, com a tendência dos custos de produção decrescente, em virtude de diversos fatores, sendo o mais importante o relacionado ao potencial significativo de aumento de produção, devido à possibilidade de ocupação de grandes áreas ociosas no Brasil. Ademais, deve ser considerada a manutenção da tendência de aumento dos preços dos combustíveis fósseis, fator este que tem se apresentado à economia de forma oscilante nos últimos doze meses e com tendência a aumentos.

    Analisemos ainda não o aspecto de produzir e tentar comercializar o biodiesel, mas sim, produzi-lo para consumo próprio, a exemplo de médios e grandes latifúndios agrícolas, associações e cooperativas. Estes mega produtores, via de regra, utilizam quantidade expressiva de combustível fóssil (óleo diesel) para movimentação de equipamentos e maquinas agrícolas, de transporte de safra, de secagem inicial no próprio setor produtivo e também para sua própria locomoção.

    Via de regra são produtores de sementes oleaginosas, normalmente sendo o carro-chefe a soja, além de possuírem algum vínculo de associação com os complexos de cooperativas nacionais. Assim sendo, fácil se torna trocar um volume de grãos por óleo vegetal, sendo este o principal insumo para a produção do biodiesel. Como irá interessar a este indivíduo somente o óleo vegetal, o residual (farelo) poderá ser negociado de forma a tornar muito atrativo o preço deste óleo vegetal direcionado à produção própria de biodiesel. Estudos econômicos tem demonstrado plena viabilidade financeira neste aspecto, e com redução significativa de custos de produção agrícola em referência aos combustíveis utilizados.

    Para um empresário agrícola de porte e que consuma uma quantidade de 200 mil litros de óleo diesel por ano em sua atividade empresarial, somente o diferencial de custo do biodíesel em comparação ao óleo diesel mineral, daria um montante de (R$ 1,60 – R$ 1,05) * 200.000 = R$ 110.000,00 de economia anual. Ora, este volume de recursos equivale a cerca de 50% do valor de um implemento agrícola de colheita, por exemplo, ou então, esta mesma economia iria amortizar o investimento realizado para implantação de uma unidade industrial de produção de biodiesel própria e nesta capacidade, em período de tempo inferior aos padrões normais de financiamentos industriais existentes hoje no Brasil.

    Ressalta-se ainda que este diferencial de preço está vinculado ao preço do óleo vegetal de mercado a granel. A sugestão de troca de grão oleaginoso por óleo vegetal, irá tornar muito mais atrativa esta questão econômica.

    Usina Biodielizadora AustenBio - LayOut Horizontal.

    Londrina, Janeiro / 2005.

    Richard Fontana
    Diretor de Tecnologia
    Coordenador de Serviços
    R & Fontana, Consultoria e Planejamento Industrial Ltda.
    http://www.rfontanaconsultoria.com.br -- www.austenbio.com.br
    consultor@rfontanaconsultoria.com.br
      - biodiesel@austenbio.com.br

     

     

    MEIO AMBIENTE - RECICLAGEM, RECUPERAÇÃO E TRATAMENTO DE OGR - ÓLEOS E GORDURAS.

    FILTRO OVG .

    Introdução.

    Óleos vegetais e gorduras são formados por diversos componentes orgânicos, denominados de triglicerídeos, e que nada mais são do que ésteres ligados a uma molécula de glicerina. Podem ser saturados (sem condições de oxidações), ou insaturados (e estes e então com grandes possibilidades de serem oxidados).

    A cadeia carbônica que compõem um triglicerídeo poderá ter números diferenciados de carbono, sendo que no final limite de uma cadeia carbônica sempre irá se situar e então um radical ácido, motivo pelos quais também podem ser denominados de ácidos graxos.
    O número de átomos de carbono, via de regra poderá variar de 8 a 24.

    Condições de Uso, Conservação e Alterações de um Glicerídeo.

    Inúmeros fatores podem induzir alterações nos óleos vegetais e gorduras utilizadas no setor de alimentação. Porém os que são utilizadas principalmente e repetidamente em frituras por imersão tendem a ter este processo acentuado por degradação através de reações de características hidroliticas e / ou oxidativas. O processo de oxidação,
    e que é vetorizado pelo uso de altas temperaturas, é o principal fator responsável pela modificação das características físico-químicas e organolépticas dos óleos vegetais e gorduras, se tornando assim um produto com acidez elevada, odor desagradável e coloração escura.

    Degradação esta com possível formação de peróxidos e aldeídos é fator muito sério nos requisitos de alimentação e de preservação de saúde.

    Objetivos.

    O sistema de filtro e recuperação apresentado, tem por objetivo a eliminação parcial das alterações acima mencionadas, sofridas por óleos vegetais e gorduras que tenham sido utilizadas em setores industriais ou outro qualquer de produção de alimentos.

    Eliminação de sólidos, redução do percentual de acidez, odor e cor podem assim colocar o produto em condições de reciclagem e de nova utilização a exemplo de uso do produto original.

    O custo deste processo, se comparado com o produto original em aquisição, será muito pequeno.


    Capacidade e Características do Sistema.

    O módulo de trabalho poderá ser fornecido com operação manual ou automática. E incrementado por opção especial, para redução substancial de acidez. Terá uma capacidade estática de aproximadamente 20 litros por hora operacional e de armazenamento, e o fluxo operacional de recuperação de óleos vegetais e gorduras se situará na ordem de 0,020 M3PH (Metros Cúbicos Por Hora).

    Possibilidade de reciclo do próprio produto em recuperação, com fluxo de produto aquecido para favorecimento de controle operacional.

    Dimensões - Filtro de OVG - Módulo 0,020 M3PH.
     


    Peso (vazio): aprox. 110 Kg.
    Altura: 1,050 mm
    Comprimento: 440 mm
    Largura: 900 mm

    Automação / Controle.

    NW Automação Industrial
    www.noworry.com.br

    Consumo de Eletricidade -Filtro de OVG - Módulo 0,020 M3PH.

    . Motor - 0,33 V: 0,246 Kwatts
    . Resistências (2 unidades): 1,800 Kwatts
    . Painel de Controle: 0,100 Kwatts
    .. Total Consumo: 2,146 Kwatts/h
    (*) - Consumo apenas na operação / funcionamento total.

     


    MEIO AMBIENTE - ÁGUAS: RECUPERAÇÃO, TRATAMENTO E RECICLAGEM

    ETRA / SysTRAP - SISTEMA DE RECUPERAÇÃO, TRATAMENTO E RECICLAGEM DE ÁGUAS.

     Introdução.

    Projeto original:
    Módulo ETRA® – Cap. 5,20 m³/hora

    Completo Projeto de 2ª geração:

    Módulo SysTRAP® – Cap. 5 m³/hora - águas de chuvas e de pouca incidência de contaminações. 
    Módulo SysTRAP® – Cap. 10 m³/hora - águas com média e alta incidência de contaminações.

     


     Projeto oriiginal ETRA - 5,30 M3PH

    Visando a recuperação, qualificação e reciclagem de águas, e melhorar a qualidade de consumo de forma geral com utilização de conhecimentos de ciências exatas no contexto da matemática, química, física, biologia e nanotecnologia, com baixo custo operacional e manutenção em conjunto com alta eficiência na obtenção de águas que possam ser usadas ou novamente reutilizadas, na dependência de cada caso em particular, é o principal objetivo deste estudo e planificação de tratamento.

    Direciona-se assim para a planificação, desenvolvimento e operacionalidade de uma SysTRAP® – Estação Sistema de Recuperação, Tratamento e Reciclagem de Águas, tudo contido na forma de um container em regime simples e compacto, porém eficiente, para recuperar a água utilizada e servida, nas condições de uso urbano, industrial, doméstico e até mesmo na condição de potabilidade se necessário for.

    SysTRAP - 10 M3PH - Unidade UVC

    SysTRAP - 10 M3PH - Container de Desinfecção e Controle - Utilização Geral

    SysTRAP - 5,00 M3PH - Módulo de Desinfecção e Controle - Águas Pluviais

    A diferenciação de uma E.T.R.A® – Estação de Tratamento e Recuperação de Águas, e de uma SysTRAP® – Sistema de Recuperação, Tratamento e Reciclagem de Águas, é que esta já é projetada para o dobro da capacidade da primeira, ou seja, 10 m³/hora, e incorpora um sistema de difusão de gases, o que incrementa em algo a sua eficiência nos requisitos de desinfecção biológica e podendo inclusive ser aplicável também em inúmeros processos industriais.

    O módulo planificado e com testes efetuados em um protótipo de exemplificação, possuí a capacidade de aproximadamente 5,20 m³ (cinco metros cúbicos) por hora de fluxo de água em tratamento. Porém um módulo como este, poderá ser duplicado, triplicado e assim sucessivamente, e desta forma atingir qualquer capacidade necessária.

    Este módulo operacional poderá desta forma tratar águas de diferentes origens, a saber: poços comuns, poços artesianos, lagoas, riachos, rios e até mesmo águas cuja origem possa apresentar altos índices de salinidade, contaminação ou poluição, a exemplo de águas de esgotos, e transformar estas águas em condições de utilização ou reutilização.

    É um sistema de tratamento industrial portátil, de baixo peso e dimensões, de manuseio automatizado por hardware e software, sendo necessária única e exclusivamente uma fonte de energia elétrica em regime alternado ou contínuo, na dependência do atendimento ou projeto específico desenvolvido, e a possibilidade de recuperação, recomposição ou substituição dos elementos de operação, quando houver necessidade de manutenção após um período de tempo definido de operacionalidade.

    Pode ser projetado e construído em condição modular ou em atendimento a quaisquer capacidades operacionais, podendo ainda incorporar complementos de tratamento de águas, a exemplo de desengorduramento, eliminação de íons e metais pesados, cor, gosto ou odor.

    Teste efetuado no projeto original ETRA, indicam a seguinte eficiência, partindo-se de águas oriundas de esgoto comercial (Shopping Center - banheiros e praça de alimentação), cujas análises foram suportadas pelo IAP - Instituto Ambiental do Paraná:

     ETRA - Teste Maio/2008 - Água de Entrada

    Esgoto comercial de um Shopping Center.

    ETRA - Teste Maio/2008 - Água de Saída.

    Recuperada e Tratada da origem da foto acima. 

    Análises

    Água

    Entrada

    Água

    Saída

    Redução

    Pct (%)

    Colônias de Bactérias - UFC/ml 49,42 x 10³ 4,94 x 10³ 90,49%
    Coliformes Totais - NPM/100 ml 9,20 x 10³ 1,80 99,98%
    Escherichia coli - NPM/100 ml 1,46 x 10³ 1,80 91,97%
    DBO5 - mg/l 1,94 x 10³ 156,00 91,97%
    DQO - mg/l 1,99 x 10³ 254,00 87,28%

      

    MEIO AMBIENTE - LIXO DOMÉSTICO URBANO

    COLETA, RECICLAGEM E VIABILIZAÇÃO

     

     

     

     

    Introdução.

    Desenvolvimento de uma forma planificada de cálculo de possível coleta e reciclagem de lixo urbano, em função de dados estatísticos padrões e a viabilização comercial desta seletividade. O projeto poderá ser aplicado em qualquer condições diferentes do exemplo abaixo exposto, e com inserção específica da cidade ou local a ser estudado.

    Objetivos.

    O módulo de projeto expõe de como obter um relatório a exemplo do abaixo: Custo de Serviços para cálculo dos dados abaixo, em cima de um núcleo populacional urbano:  1,5 SM = R$ 450,00. 

    EXEMPLIFICAÇÃO: 
    DADOS E VALORES SOBRE LIXO URBANO.


    Município: Cidade Hipotética – 50.000 habitantes.

    Produtos visando reciclagem:


    Latas de Alumínio
    Vidro
    Papel e Papelão
    Latas de Aço
    Plásticos 

    Dados Iniciais

    Nome do cálculo - Cidade Hipotética
    Número de habitantes = 50.000
    Valor do salário mínimo = R$ 300,00
    Cotação do dólar = R$ 2,50
    Quantidade de lixo gerado por habitante por dia da Região em estudo. = 0.5 Kg
    Custo da reciclagem por tonelada = R$ 400,00
    Custo evitado com a coleta (por tonelada) = R$ 66,00

    Preço de Mercado dos produtos reciclados

    Preço de venda da lata de alumínio em toneladas = R$ 2.000,00
    Preço de venda do vidro em toneladas = R$ 66,00
    Preço de venda do papel em toneladas = R$ 88,00
    Preço de venda do plástico em toneladas = R$ 26,00
    Preço de venda da lata de aço em toneladas = R$ 46,00

    Índice de reciclagem dos resíduos sólidos.

    Lata de alumínio = 89%
    Vidro = 44%
    Papel e papelão = 41%
    Lata de aço = 45%
    Plástico = 17.5%

    Composição dos resíduos no lixo e /ou consumo per capita.

    Lata de alumínio = 4.5 Unidades/mês
    Vidro = 3%
    Papel e papelão = 25%
    Lata de aço = 4 Kg/ano
    Plástico = 6%
    Orgânico = 52%

    Viabilidade Econômica da Reciclagem de Resíduos Sólidos (Urbano) - Macro Ambiental

    Lixo gerado por habitante (orgânico e inorgânico)

    Lixo gerado por dia em quilogramas = 0,5
    Lixo gerado por mês em quilogramas = 15
    Lixo gerado por ano em quilogramas = 180

    Total de lixo gerado (orgânico e inorgânico)

    Lixo gerado por dia em toneladas = 25
    Lixo gerado por mês em toneladas = 750
    Lixo gerado por ano em toneladas = 9.000

    Economia obtida com a reciclagem (dos 5 resíduos)

    Economia possível por mês = R$ 228.034,00
    Economia obtida por mês = R$ 66.447,00
    Economia possível por ano = R$ 2.736.412,00
    Economia obtida por ano = R$ 797.374,00
    Empregos de 1 S.M. potenciais a serem gerados = 760
    Empregos de 1 S.M. gerados = 221

    Economia perdida pela não-reciclagem (dos 5 resíduos)

    Economia perdida por mês = R$ 161.586,00
    Economia perdida por ano = R$ 1.939.037,00
    Empregos perdidos de 1 S.M. = 538

    Viabilidade da Reciclagem de Resíduos Sólidos (Urbano) - Mercado

    Resultado Anual

    Latas de Alumínio = R$ 84.240,00
    Vidro = R$ 17.820,00
    Papel e Papelão = R$ 198.000,00
    Plástico = R$ 14.040,00
    Latas de Aço = R$ 9.200,00

    Resultado em Toneladas

    Latas de Alumínio = 42
    Vidro = 270
    Papel e Papelão = 2.250
    Plástico = 540
    Latas de Aço = 200
    Total geral de toneladas por mês = 275
    Total geral de toneladas por ano = 3.302

    Preço Médio de Venda por Tonelada dos Resíduos = R$ 445,00
    Resultado Econômico Total Potencial a ser Conseguido com a Reciclagem dos 5 principais resíduos por ano = R$ 323.300,00
    Resultado Econômico Total Potencial a ser Conseguido com a Reciclagem dos 5 principais resíduos por mês = R$ 26.941,00
    Empregos potenciais a serem gerados de 1 S.M./mês = 89


    Resultados Finais

    Economia obtida anualmente pela reciclagem

    Custo da reciclagem = R$ 505.314,00
    Custo evitado com a coleta = R$ 83.376,00
    Ganho de energia elétrica = R$ 372.687,00
    Ganho de matéria-prima = R$ 628.248,00
    Ganho de água = R$ 218.376,00
    Total = R$ 797.374,00

    Economia perdida anualmente pela não-reciclagem

    Custo da reciclagem = R$ 815.533,00
    Custo evitado com a coleta = R$ 134.562,00
    Ganho de energia elétrica = R$ 589.178,00
    Ganho de matéria-prima = R$ 1.717.205,00
    Ganho de água = R$ 313.624,00
    Total = R$ 1.939.037,00

    Nota: A economia obtida de energia elétrica, matéria-prima e água corresponde aos seguintes recursos naturais: bauxita, madeira, ferro gusa, areia e petróleo.

    Economia Possível (ou Potencial) de ser conseguida anualmente com a reciclagem = R$ 2.736.412,00

    Latas de Alumínio

    Consumo anual de latas = 2.700.000
    Peso total em toneladas = 42

    Economia obtida com a reciclagem

    Total reciclado em toneladas = 37
    Economia de matéria-prima = R$ 4.996,00
    Economia de energia elétrica por ano = R$ 48.148,00
    Total geral proporcionado pela reciclagem = R$ 53.145,00

    Economia perdida pela não-reciclagem

    Total não reciclado = 4
    Economia de matéria-prima perdida = R$ 617,00
    Economia de energia perdida por ano = R$ 5.950,00
    Total geral perdido pela não-reciclagem = R$ 6.568,00

    Vidro

    Quantidade de vidro no lixo por ano = 270

    Economia obtida com a reciclagem

    Total reciclado em toneladas = 118
    Economia de matéria-prima = R$ 7.840,00
    Economia de energia por ano = R$ 5.778,00
    Total geral proporcionado pela reciclagem = R$ 13.619,00

    Economia perdida pela não-reciclagem

    Total não reciclado = 151
    Economia de matéria-prima perdida = R$ 9.979,00
    Economia de energia elétrica perdida por ano = R$ 7.354,00
    Total geral perdido pela não-reciclagem = R$ 17.333,00

    Papel e Papelão

    Quantidade de papel e papelão no lixo por ano (em toneladas) = 2.250

    Economia obtida com a reciclagem

    Total reciclado em toneladas = 922
    Economia de matéria-prima = R$ 341.325,00
    Economia de água por ano = R$ 215.496,00
    Economia de energia elétrica por ano = R$ 246.086,00
    Total geral proporcionado pela reciclagem = R$ 802.907,00

    Economia perdida pela não-reciclagem

    Total não reciclado = 1.327
    Economia de matéria-prima perdida = R$ 491.175,00
    Economia de água perdida por ano = R$ 310.104,00
    Economia de energia elétrica perdida por ano = R$ 354.123,00
    Total geral perdido pela não-reciclagem = R$ 1.155.402,00

    Latas de Aço

    Consumo anual de latas de aço (em toneladas) = 200

    Economia obtida com a reciclagem

    Total reciclado em toneladas = 90
    Economia de matéria-prima = R$ 21.960,00
    Economia de água por ano = R$ 2.880,00
    Economia de energia elétrica por ano = R$ 34.610,00
    Total geral proporcionado pela reciclagem = R$ 59.450,00

    Economia perdida pela não-reciclagem

    Total não reciclado = 110
    Economia de matéria-prima perdida = R$ 26.840,00
    Economia de água perdida por ano = R$ 3.520,00
    Economia de energia elétrica perdida por ano = R$ 42.301,00
    Total geral perdido pela não-reciclagem = R$ 72.661,00

    Plástico

    Quantidade de plástico no lixo por ano (em toneladas) = 540

    Economia obtida com a reciclagem

    Total reciclado em toneladas = 94
    Economia de matéria-prima = R$ 252.126,00
    Economia de energia elétrica por ano = R$ 38.064,00
    Total geral proporcionado pela reciclagem = R$ 290.190,00

    Economia perdida pela não-reciclagem

    Total não reciclado = 445
    Economia de matéria-prima perdida = R$ 1.188.594,00
    Economia de energia elétrica perdida por ano = R$ 179.447,00
    Total geral perdido pela não-reciclagem = R$ 1.368.041,00

    Orgânico

    Lixo orgânico total gerado por dia em toneladas = 13
    Lixo orgânico total gerado por mês em toneladas = 390
    Lixo orgânico total gerado por ano em toneladas = 4.680

    Entulho

    Entulho gerado por habitante

    Entulho gerado por dia em quilogramas = 1,3
    Entulho gerado por mês em quilogramas = 39
    Entulho gerado por ano em quilogramas = 468

    Total de entulho gerado

    Total de entulho gerado por dia em toneladas = 65
    Total de entulho gerado por mês em toneladas = 1.950
    Total de entulho gerado por ano em toneladas = 23.400. 

     

     

     

    MEIO AMBIENTE - BIODIGESTOR ANAERÓBICO.

    Introdução

    A disponibilidade de biomassa, principalmente aquela com origem orgânica de degradação rápida, é muito grande e principalmente nos processos industriais de transformação, assim como e também nas condições urbanas de consumo humano ou animal. 

    Uma forma ecologicamente correta de utilização deste tipo de material, e com vantagens tanto ambientais como econômicas, seria a sua transformação em um possível combustível e fertilizantes. 

     

    Objetivos

    Composição de um projeto de um biodigestor anaeróbico, com capacidade media de 10 metros cúbicos, cujo sistema seria próprio para incremento e complementação do que se expõe neste página e em outros direcionamentos de projetos ambientais. 


     

    Biodigestor Anaeróbico AustenBio - Cap. 10 m3

    Imagem renderizada - designer Alisson Siréia - Set/2009.

    Este sistema poderá absorver residuais de quaisquer origens e com possibilidade de transformação anaeróbica biológica destes residuais em gás metano (CH4), excelente combustível e também fertilizante orgânico de excelente qualidade. Poderá incorporar ainda como complemento um sistema de condicionamento do gás metano produzido, através de equipamentos que podem efetuar o sequestro de gás sulfídrico.

     Atualização: Set/2009.

     

     

     

     

    .

R & Fontana

Caixa Postal (P.O. Box) nº 118 - CEP 86000-970 -  | Tel (43) - 3328-1587 | Londrina - PR

FORCE WEB © 2017